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15:14

Sermão de S. Agostinho sobre o Filho Pródigo

Postado por Harone Maestri Mattos

Nota introdutória ao Sermão sobre o Filho Pródigo (112A)

Jean Lauand

Dentre os inúmeros sermões de Agostinho que chegaram até nós, vale a pena conhecer o 112A, pela beleza do tema que aborda: a parábola do filho pródigo, a paternal misericórdia de Deus para com a fraqueza humana.

Neste sermão, proferido em dezembro de 399 como continuação de um outro, inacabado, do domingo anterior, Agostinho trata principalmente do arrependimento humano e do perdão de Deus. Nos tópicos finais, discute também o problema do judaísmo perante o cristianismo e, nesse sentido, é fascinante observar a facilidade e a pertinência com que relaciona a parábola com Isaías e com diversos salmos (partes IV e VI).

Certamente, o objetivo de Agostinho é pastoral. Interessa-lhe em primeiro lugar que a pregação desperte interesse, convença e seja lembrada pelo povo. É em função desse primeiro objetivo que ele cultiva o estético. Valendo-se das artes da palavra, que domina como ninguém, veicula a verdade não só pela lógica mas também pela beleza.

Seu talento para a metáfora e para a alegoria ( [1] ) atinge o auge quando, na parte VI, após lançar o ouvinte num paradoxo aparentemente insolúvel, e criando um clima de autêntico suspense, resolve o impasse com a comparação das aves, num dos mais empolgantes momentos na oratória de todos os tempos.

Ao elaborar esses sermões, obras-primas de conteúdo e forma, Agostinho - ele mesmo no-lo diz no começo do texto - considera a sua tarefa de pregador como uma tarefa de amor e de entrega.

Apresento aqui a tradução ( [2] ) praticamente completa das primeiras partes (I a VII), por serem de extrema atualidade, e um resumo do restante do texto no final.



Sermão de S. Agostinho sobre o Filho Pródigo
(Sermão 112A - sobre Lucas 15,11-32)



"Disse Jesus: Um homem tinha dois filhos. O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte do patrimônio que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. Poucos dias depois ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou sua herança vivendo dissolutamente. Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome: e ele começou a passar penúria. Foi pôr-se a serviço de um dos senhores daquela região, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Entrando então em si e refletiu: <>. Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu, e, movido pela misericórdia, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. O filho lhe disse então: <>. Mas o pai disse aos servos: <>. E começaram a festa...

I

Não é necessário determo-nos em assunto de que já tratamos; mas se não é o caso de nos demorarmos, sim o é de rememorarmos ( [3] ). Vossa prudência ainda lembra que no domingo passado comentei a parábola, lida no Evangelho de hoje, a do filho pródigo, comentário que no entanto não pude concluir. Deus Nosso Senhor quis, porém, que, passada aquela tribulação ( [4] ), possamos hoje continuar a falar.

Sinto-me obrigado a pagar a dívida do sermão, porque as dívidas de amor sempre devem ser pagas. Assista-me Deus para que meus poucos recursos possam satisfazer a vossa expectativa.

II

O homem que tem dois filhos é Deus que tem dois povos: o filho mais velho é o povo judeu; o menor, os gentios.

O patrimônio que este recebeu do Pai é a inteligência, a mente, a memória, o engenho e tudo o que Deus nos deu para que O conhecêssemos e Lhe déssemos culto. Tendo recebido este patrimônio, o filho menor "partiu para um país muito distante". Distância significa: o esquecimento de seu Criador. "Dissipou sua herança vivendo dissolutamente": gastando e não ajuntando; malbaratando tudo o que tinha e não adquirindo o que não tinha, isto é, consumindo toda sua capacidade em luxúria, em ídolos, em todo tipo de desejos perversos, aos que a Verdade denominou meretrizes.

III

Não é de admirar que essa orgia acabasse em fome. "Sobreveio àquela região uma grande fome"; fome não de pão visível mas da verdade invisível. E, por causa da fome, "foi pôr-se a serviço de um dos senhores daquela região": entenda-se o diabo, o senhor dos demônios, sob cujo poder caem todos os curiosos ( [5] ), pois a curiositas é o pestilento abandono da verdade.

À margem de Deus, por entregar-se a seus próprios recursos, foi submetido à servidão e lhe tocou o ofício de apascentar porcos, o que significa a servidão mais extrema e imunda que costuma alegrar os demônios: não foi por acaso que o Senhor, quando expulsou a legião dos demônios, permitiu que entrassem na piara de porcos.

Alimentava-se então das vagens de porcos sem poder saciar-se. Vagens são as vistosas doutrinas do mundo: servem para ostentar mas não para sustentar ( [6] ); alimento digno para porcos, mas não para homens: próprias para dar aos demônios deleitação, mas não aos fiéis justificação.

IV

Até que, por fim, tomou consciência do lugar em que tinha caído; do quanto tinha perdido; Quem tinha ofendido e a quem se tinha submetido. Reparai no que diz o Evangelho: "Entrando em si..."; primeiramente, voltou-se para si e só assim pôde voltar para o pai. Dizia talvez: "O meu coração me abandonou (isto é: saí de mim mesmo)" (Sl 40,13) ( [7] ); daí que fosse necessário, antes, voltar para si mesmo e assim perceber que se encontrava longe do pai. É o que diz a Escritura quando increpa a alguns, dizendo: "Voltai, pecadores, ao coração! (isto é: voltai, pecadores, a vós mesmos!)" (Is 46,8). Voltando para si mesmo, encontrou-se miserável: "Encontrei, diz ele, a tribulação e a dor e invoquei o nome do Senhor" (Sl 116,3-4). "Quantos empregados, diz ele, há na casa de meu pai, que têm pão em abundância, e eu, aqui, a morrer de fome!" (...)

V

Levantou-se e voltou. Ele, caído por terra depois de contínuos tropeços. O pai o vê ao longe e sai-lhe ao encontro. É dele que fala o Salmo: "Entendeste meus pensamentos de longe" (Sl 139,2). Que pensamentos? Aqueles que o filho tinha em seu interior: "Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como a um dos teus empregados". Ele ainda nada tinha dito, só pensava em dizer. O pai, porém, ouvia como se o filho já o estivesse dizendo.

Por vezes, em meio a uma tribulação ou tentação, alguém pensa em orar, e, no próprio ato de pensar o que irá dizer a Deus na oração, considera que é filho e que, como tal, tem direito a reivindicar a misericórdia do Pai. E diz de si para si: "Direi a meu Deus isto e aquilo; não temo que, em lhe dizendo isto, e chorando, não seja eu atendido pelo meu Deus". Geralmente, Deus já o está atendendo quando ele diz estas coisas; e mesmo antes, quando as cogita, pois mesmo o pensamento não está oculto ao olhar de Deus. Quando o homem delibera orar, já lá está Aquele que lá estará quando ele começar a oração.

E assim se diz em outro Salmo: "Eu disse: confessarei minha iniqüidade ao Senhor" (Sl 32,5). Vede como se trata ainda de algo interior a ele, de um mero projeto e, contudo, acrescenta imediatamente: "E tu já perdoaste a impiedade de meu coração" (Sl 32,5). Quão próxima está a misericórdia de Deus daquele que se confessa! Não, Deus não está longe de quem tem um coração contrito, como está escrito: "Deus está próximo dos que trituram seu coração" (Sl 34,19). E neste triturar seu coração no país da penúria, retornava ao coração para moê-lo. Soberbo, abandonara seu coração; irado com santa indignação ( [8] ), a ele retorna.

Indignou-se contra si mesmo, contra o mal que há em si, para se emendar; retornou para merecer o bem do pai. Indignou-se conforme a sentença: "Irai-vos para não pecar" (Sl 4,5). Pois quem está arrependido fica irado e, por estar indignado consigo mesmo, se pune.

Daí surgem aquelas práticas próprias do penitente que verdadeiramente se arrepende, verdadeiramente se dói, sente ira contra si mesmo. Certamente, é indício dessa ira o bater no peito: o que a mão faz externamente, a consciência o faz internamente: golpeia-se nos pensamentos, ou melhor, produz a morte em si mesmo ( [9] ). E, matando-se, oferece a Deus o "sacrifício de um espírito atribulado. Deus não despreza um coração contrito e humilhado" (Sl 51,19). E, assim, raspando, quebrando, humilhando seu coração, leva-o à morte.

VI

Embora tivesse ainda somente a disposição de falar ao pai, cogitando em seu interior: "Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei...", o pai, que de longe já conhece essas cogitações, foi ao seu encontro.

Que significa "ir ao encontro" senão antecipar-se pela misericórdia? Pois, "estava ainda longe, quando seu pai o viu, e, movido pela misericórdia, correu-lhe ao encontro". Por que foi movido pela misericórdia? Porque o filho tinha confessado sua miséria. "E correndo-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço", isto é, pôs o braço sobre o pescoço dele.

Ora, o braço do Pai é o Filho: deu-lhe, portanto, Cristo para carregar: uma carga que não pesa, mas alivia. "Meu jugo é suave, diz Cristo, e meu fardo é leve" (Mt 11,30). Ele se apoiava sobre o que estava de pé e, por apoiar-se, impedia-o de tornar a cair. Tão leve é o fardo de Cristo que não só não pesa, mas, pelo contrário, até ergue.

Não que o fardo de Cristo seja uma carga dessas que se chamam leves (não há carga, por mais leve que seja, que não tenha algum peso). Pode-se carregar um fardo pesado, um fardo leve ou, ainda, não carregar fardo algum. Anda oprimido quem carrega fardo pesado; menos oprimido quem leva uma carga leve (embora também ande oprimido); com os ombros totalmente desembaraçados, quem não carrega fardo algum. Não é dessa ordem o fardo de Cristo, mas um fardo tal que convém ( [10] ) carregá-lo para sentir-se aliviado; se nos desvencilharmos dele, mais carregados nos sentiremos.

E que esta nossa afirmação, irmãos, não vos pareça absurda! Talvez encontremos alguma comparação que vos torne plausível, até em termos de nossa experiência sensível, o que estou dizendo. Um caso, também ele, espantoso e totalmente incrível.

É o seguinte: considerai as aves. Toda ave carrega o peso de suas asas: não reparastes como, quando descem ao chão, recolhem as asas para poder descansar e como que as levam nos costados? Julgais que estão oprimidas pelo peso das asas? Tirai-lhe este peso e cairão: quanto menos pesarem as asas, menos pode a ave voar.

Alguém que, a título de misericórdia, as privasse deste peso, não estaria sendo misericordioso. A verdadeira misericórdia está em poupar-lhes esta privação e, se já perderam as asas, em dar-lhes alimento para que readquiram asas pesadas e possam arrancar-se da terra e voar. É bem este o peso que desejava o salmista: "Quem me dará asas como as da pomba para que eu voe e encontre meu repouso?" (Sl 55,7)

Assim, o peso do braço do pai sobre o pescoço do filho não o carregou, mas o aliviou; foi-lhe honroso e não oneroso ( [11] ). Como é, pois, o homem capaz de carregar consigo a Deus se não é porque o está carregando, o Deus que ele carrega? ( [12] ).

VII

E o pai ordena que o vistam com a primeira veste, aquela que Adão perdera ao pecar. Tendo recebido o filho em paz, tendo-o beijado, ordena que lhe dêem uma veste: a esperança de imortalidade, conferida no batismo. Ordena que lhe dêem um anel, penhor do Espírito Santo; calçado para os pés, como preparação para o anúncio do Evangelho da paz, para que sejam formosos os pés dos que anunciam a boa nova ( [13] ).

Estas coisas Deus faz através de seus servos, isto é, os ministros da Igreja. Acaso eles podem, por si próprios, dar veste, anel e calçados? Não, apenas cumprem seu ministério, desempenham seu ofício; quem dá é Aquele de cujo depósito e de cujo tesouro são extraídos estes dons.

Mandou também matar o bezerro cevado, isto é, que fosse admitido à mesa em que o alimento é Cristo morto. Mata-se o bezerro para todo aquele que, de longe, vem para a Igreja, na qual se prega a morte de Cristo e no Seu corpo o que vem é admitido. Mata-se o bezerro cevado porque o que se tinha perdido foi encontrado.

8. Resumo e trechos do final do Sermão 112A

"O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia. Ele lhe explicou: <>. Encolerizou-se ele e não queria entrar; mas seu pai saiu e insistiu com ele. Ele, então, respondeu ao pai: <> Explicou-lhe o pai: <>."


Meer resume assim o final do sermão:

"Agostinho compara os judeus ao filho mais velho, que, à volta do irmão, se aborrece com o banquete e o bezerro cevado. Os judeus se aborrecem com a precedência dada aos pagãos, povos não cultivados, e que podem agora sentar-se para celebrar o místico banquete. E traça o retrato do judeu temente a Deus que medita sobre o enigma da Igreja e tem que reconhecer como o gênero humano caminha sob o estandarte de Cristo. Tal como aquele filho que vem do campo e pára diante da casa. Pensativo, discorre sobre esta Igreja e se pergunta o que ela realmente é. Vê a lei em sua casa e vê a lei entre nós. Os profetas estão com ele e estão também conosco; ele não tem já sacrifício, nós temos um sacrifício diário. Vê que esteve realmente no campo do Pai, mas não pode tomar parte no banquete do bezerro cevado. E depois ouve a symphonia, a harmonia de nossa unidade. De nada lhe adianta que saiam os criados e respondam às suas perguntas - por isso não discuto eu com eles: porque nós somos os criados -, mas a symphonia o comove, comovem-no as vozes, o coro, as solenidades, a festa eucarística, e se detém junto à Igreja e escuta; reconhece seus próprios salmos e fica pensativo... Vem o Pai e lhe diz: "Filho, tu estás sempre comigo" ( [14] ).

É a propósito desse judeu, piedoso e humilde, que Agostinho diz: "Consideremos um judeu que tenha guardado em sua mente a lei de Deus e a tenha vivido irrepreensivelmente, como disse ter vivido Saulo, para nós Paulo. Paulo foi tanto maior quanto menor se considerou; foi o máximo porque se fez o mínimo. Pois o próprio nome paulus significa pouco, pequeno, menor, mínimo; daí que, em nossa linguagem corrente, digamos: paulo post tibi loquor (daqui a pouco falarei com você); paulo ante (um pouco antes). Que é, pois, Paulo? É ele mesmo quem diz (ICor 15,9): <>." (112A, 8)

E conclui com interessante discussão sobre "o ter", a propósito da sentença do pai ao filho mais velho: "Tudo que é meu é teu".

"Como pode Deus dizer: <>? Na verdade, tudo o que é de Deus, é nosso; mas nem tudo nos está submetido. Uma coisa é dizer <>; outra, <>. Sempre que dizes <>, dizes com verdade, mas porventura é no mesmo sentido que o aplicas ao irmão e ao servo? É diferente o <> em <> e em <>; como não é o mesmo em <>, <> e <>.

"Excetuando a Mim, ouço que todas as coisas são tuas. Sim, dizes: <>, mas será que este <> é o mesmo que em <>? Ou pelo contrário <> é <>?

"Temos, pois, um superior, nosso Senhor, no qual fruímos e temos as coisas inferiores, das que somos senhores. Tudo, portanto, é nosso, se nós somos dEle" (112A,13).


NOTAS:

[1] . As interpretações alegóricas, como a de Cristo enquanto braço do Pai, não pareciam nada estranhas ao leitor da época.

[2] . Seguimos neste trabalho a numeração (aliás, usual) das edições de San Agustín da BAC (Sermones, 6 vols. 4a. ed., Madrid, 1981-1985).

[3] . Há no original um jogo de palavras: immorari/commemorari.

[4] . Não sabemos a que tribulação está aludindo e também não se conserva o sermão do domingo anterior.

[5] . Como mostra Pieper (op. cit.), o sentido clássico de curiositas consiste em algo muito mais sério do que a nossa curiosidade, essa inocente desorientação na periferia do ser humano; a curiositas é um descontrole fundamental, um afã louco de sensações da "pessoa que perdeu a capacidade de habitar em si mesma, que se pôs em fuga do próprio eu e que, com asco da devastação que observa em seu coração, se desespera numa procura com um medo egoísta, e se dissipa por mil caminhos frustrados".

[6] . Trata-se daquele jogo de palavras: sonantes, non saginantes antes mencionado.

[7] . O salmo 40 diz: "Esperei com toda a confiança no Senhor e ele veio a mim. Ele ouviu meu clamor e tirou-me da fossa mortal e do charco de lodo (...). Porque males sem conta me cercaram; não podia ver, imerso em minhas iniqüidades, mais numerosas que os cabelos de minha cabeça; e o meu coração me abandonou". Para os salmos e sua numeração seguimos a Nova Vulgata.

[8] . O original diz simplesmente iratus.

[9] . Evidentemente, Agostinho considera este dar morte a si mesmo no sentido em que Paulo fala inúmeras vezes da vida cristã como supressão de um "eu inautêntico", que deve morrer para dar lugar à vida de Cristo no cristão: "Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim" (Gál 2,20). Daí provém a oposição paulina entre homem exterior e homem interior (cfr. II Cor 4,16), entre homem velho e homem novo (Rom 6,6: "Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Ele"). É o que, afinal, diz o próprio Cristo: se o grão de trigo não morre não dá fruto; quem perder sua vida conserva-la-á (cfr. Jo 12,24 e ss.). O bispo de Hipona aplica essa doutrina do Evangelho, familiar a seus ouvintes, recordando a necessidade das práticas penitenciais como os jejuns, a esmola etc. O que, aliás, é proposto pelo Apóstolo Paulo: "Os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências" (Gál 5,24); "mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: devassidão, etc." (Col. 3,5 e ss.).

[10] . Agostinho joga aqui com o duplo sentido do verbo expedire: "livrar", "desembaraçar-se" e "ser conveniente".

[11] . Procuramos manter o trocadilho do original: honoravit, non oneravit, literalmente "honrou-o mas não lhe pesou".

[12] . No original: ad portandum Deum, nisi quia portat portatus Deus?

[13] . Cfr. Is 52,7; Rom 10,15; Ef 6,15.

[14] . MEER, F. van der, San Agustín... p.122.

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