
O Jesus Movement teve início na Califórnia e foi se espalhando por várias cidades, faculdades; onde havia jovens essa onda foi se espalhando através da música, das artes e dos esportes. Havia nessa época o movimento hippie, a rebeldia, a “contra-cultura”. Era a época das drogas, das “viagens espirituais”, a época de Aquários. Tudo isso colaborou para que essa sede pelo radical, pelo novo e pelo sobrenatural brotasse no coração da moçada.
As Igrejas tradicionais não conseguiam absorver essa geração de malucos, e por isso criou-se todo um pano de fundo propício para que o Evangelho fosse pregado de maneiras “alternativas”, com o surgimento dos grupos caseiros, pregações nas praias e nas quadras esportivas. Os pastores relutavam em receber em seus templos jovens cabeludos, fumando, com aquelas músicas esquisitas. Alguns poucos pastores tiveram a coragem de romper esse preconceito e apoiar o ministério entre os “malucos”.

Somente em 1970 a mídia americana notou a existência desse movimento, e os jovens eram chamados de “Jesus Freaks” (Loucos de Jesus). As redes de televisão começaram a notar que se tratava realmente de um “movimento”, e começaram a divulgar os grandes batismos feitos nas praias, as enormes reuniões de oração e os festivais de música cristã. Importantes veículos de comunicação como as revistas Time, Newsweek, Life eRolling Stone registraram esses eventos. Dentre tantos, “Jesus Movement” era um dos fenômenos sociais mais notáveis da década de 60/70.
Com o final da guerra do Vietnã, os ideais de paz e amor chegavam ao fim. Todo o idealismo de uma época também começava a dar sinais de exaustão. O “Jesus Movement” também foi murchando, até ter o seu fim no meio dos anos 70. Mas seus frutos estão aí: ministérios surgiram, igrejas foram organizadas, bandas gravaram suas músicas. Nada foi igual depois do “Jesus Movement”.
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